Saiba agora mesmo tudo sobre sequestro de dados e como proteger sua empresa

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De acordo com dados levantados pela Trend Micro, o Brasil já ocupa a segunda posição na lista dos países que mais sofrem sequestro de dados, fazendo parte de 10,76% ataques virtuais do mundo.

Em um contexto no qual a informação é a peça-chave para o desenvolvimento tecnológico, político e empresarial, o roubo de dados se tornou uma das principais ameaças para os usuários. É por isso que a cibersegurança tem ganhado um destaque tão expressivo nos últimos anos: as pessoas reconhecem o valor da informação e sabem que precisam dela para conquistar novos patamares do mercado.

No entanto, captar dados e gerar valor não é o suficiente, é preciso aprender a protegê-los, a fim de evitar riscos financeiros e reputacionais no futuro.

A seguir, além de explicar o conceito de sequestro de dados e como preveni-lo, também vamos mostrar quais são as consequências de uma empresa ter os dados expostos e o que deve ser feito caso isso aconteça com o seu negócio. Boa leitura!

O que é sequestro de dados?

Trata-se de uma ação em que hackers invadem o sistema de uma empresa e tornam o acesso aos dados indisponível, por meio de criptografia. Essa prática também é conhecida como ransomware e tem o potencial de gerar vários prejuízos para as organizações — principalmente relacionados ao financeiro e à credibilidade da empresa.

Para recuperar o acesso ao sistema e obter os dados novamente, as vítimas são subornadas com quantias exorbitantes. O valor é decidido de acordo com a importância das informações sequestradas e o porte da organização.

Os ataques por ransomware se tornaram tão populares que, atualmente, qualquer pessoa consegue aplicá-los a partir da assinatura do serviço de sequestro de dados — conhecido como “ransomware as service”.

As empresas que são vítimas desse tipo de ataque podem enfrentar interrupção da rede de computadores, perda total dos dados e até mesmo falência, dependendo da gravidade do sequestro.

Em 2019, foram relatados 948 ataques de ransomware nos Estados Unidos — país que mais enfrenta ameaças cibernéticas no mundo, seguido pelo Brasil. De acordo com discursos recentes do FBI, a luta contra o sequestro de dados ainda está longe de acabar.

Como evitar essa ação na sua empresa?

Agora que você já entende melhor o conceito de sequestro de dados, vamos descobrir como evitá-lo. Existem algumas dicas essenciais sobre o que fazer após um golpe cibernético. Entretanto, a melhor estratégia sempre será a prevenção desde o início. Confira o passo a passo a seguir.

Usar um sistema original e suas atualizações

Uma das formas mais simples de proteger os dados da sua empresa é realizar as atualizações diárias nos sistemas operacionais. Contudo, essa ação é uma das mais ignoradas. Se você tem o costume de ligar o computador todos os dias, provavelmente, já se deparou com atualizações do sistema de segurança e clicou na opção “Lembrar mais tarde”, em vez de realizar a inspeção.

Esse é um erro bastante comum, porém, por mais que pareça inofensivo, pode dar oportunidade para o ransomware infectar seu equipamento. Assim, não deixe de atualizar seus programas sempre que for solicitado. Também é válido realizar um teste da atualização.

Realizar backups com frequência

Além de ter uma cópia dos documentos, é fundamental realizar o backup para proteger as informações da sua empresa. Ele deve ser feito diariamente, e os dados precisam estar armazenados em locais diferentes para aumentar a eficiência.

Para isso, nenhuma alternativa tem sido mais segura que a tecnologia em nuvem. O backup na nuvem possibilita o armazenamento de dados em um serviço remoto, permitindo o acesso do usuário às informações de qualquer lugar com internet. Em vez das informações ficarem guardadas em servidores físicos, com maiores riscos de serem hackeados, elas são armazenadas em servidores virtuais e descentralizados, aumentando proteção aos dados.

Vale ressaltar que a nuvem é monitorada por profissionais capacitados 24 h por dia. Portanto, caso tenha alguma suspeita de invasão, a equipe de segurança pode bloquear o acesso à conta.

Restringir o acesso aos sites para os colaboradores

Por mais que isso pareça uma atitude autoritária, restringir o acesso aos sites para os colaboradores é uma maneira de manter a segurança da rede. O acesso livre abre brecha para as pessoas clicarem em links maliciosos que podem afetar os computadores da empresa e roubar seus dados.

Mesmo que o funcionário tenha habilidade com a internet, sempre é possível cair em um golpe — seja em sites conhecidos, como Facebook e Instagram, ou desconhecidos.

Não clicar em links desconhecidos em e-mails

Como falamos, invasões por meio de links maliciosos acontecem com frequência. Geralmente, os criminosos utilizam artifícios que despertam a curiosidade do usuário, como descontos em lojas, ofertas, cobranças de bancos, entre outros.

Por mais que pareça bastante óbvio, esse golpe é um dos principais métodos de os hackers invadirem o seu equipamento.

Uma boa dica para não cair nesse tipo de ataque é investir em treinamentos constantes para seus colaboradores. O time deve saber identificar tentativas de sequestro de dados para aumentar a segurança desse e-mail. Mensagens com anexos de e-mails desconhecidos, por exemplo, devem ganhar atenção redobrada.

Além de treinar os funcionários, também é necessário adotar uma boa ferramenta antispam, para evitar ao máximo o contato com links maliciosos.

Trocar as senhas regularmente

Apesar desse método de prevenção ser básico, ele é essencial para zelar pela proteção dos seus dados. As senhas das suas contas empresariais devem ser trocadas regularmente para não dar espaço para a vulnerabilidade.

As senhas também devem ser fortes e seguras. Colocar a data de nascimento, o sobrenome ou o nome de familiares é um erro que não pode ser cometido por empresas que são responsáveis por centenas de informações valiosas.

A melhor estratégia é apostar no padrão de senha que mistura números, letras maiúsculas e minúsculas e símbolos disponíveis no teclado. Isso vai dificultar o acesso de criminosos cibernéticos às contas do seu negócio.

Contar com um serviço de segurança

Também é importante contar com um serviço de segurança para proteger o sistema da sua empresa. Golpes cibernéticos se tornaram tão comuns que, atualmente, já há uma série de especialistas desenvolvendo soluções customizadas de segurança e proteção de dados.

As organizações que querem evitar os prejuízos relacionados ao ransomware ou a invasão de hackers, de modo geral, precisam entender a necessidade de contratar empresas de segurança que estejam preparadas para proteger suas informações.

Usar tecnologia anti-ransomware

Alguns antivírus contêm tecnologia anti-ransomware entre seus recursos. Eles devem ser utilizados nos computadores corporativos para evitar tentativas de sequestro de dados.

Além disso, outras tecnologias devem estar sempre ativadas para manter a segurança da sua rede e combater qualquer vírus que tente invadi-la. O antispam, por exemplo, é uma solução essencial para evitar diversas ameaças virtuais de mensagens enviadas para o correio eletrônico corporativo. 

Como resolver problemas envolvendo o sequestro de dados?

É importante seguir alguns passos caso sua empresa seja vítima do ransomware. Primeiramente, assim que você receber o primeiro contato para o resgate dos dados, ou seja, para o pagamento do sequestro, a ação mais indicada é desligar os computadores afetados pelo vírus.

Nesse caso, é comum o desligamento de todos os equipamentos, já que eles compartilham a mesma rede e, portanto, estão sujeitos à invasão.

Em seguida, os profissionais de TI têm o papel de analisar as máquinas e verificar se é possível contornar a situação antes de o vírus se espalhar por todo o sistema e o golpe se completar.

Há um grande risco dos especialistas não conseguirem parar o ataque, sendo o grupo de criminosos bem-sucedido em sua ação. É por isso que, além de se prevenir desde o princípio, é preciso ficar atento para acionar os profissionais logo que uma invasão acontecer.

Com medo de perderem informações confidenciais, muitos gestores acabam tomando a decisão impulsiva de pagar pelo resgate dos dados antes mesmo de testarem outras alternativas. No entanto, o pagamento pela liberação dos dados nunca é uma boa opção.

Lembre-se que a estratégia mais eficiente para evitar o sequestro de dados sempre será a prevenção. Sendo assim, não deixe de adotar uma boa solução de backup para proteger suas informações.

Por que não pagar o resgate?

O principal incentivo do sequestro de dados é o dinheiro por trás do resgate. Assim, a vítima é coagida a pagar para que o criminoso retire o ransomware e libere o acesso aos dados. A transação é feita por meio de criptomoedas, graças à sua maior dificuldade de rastreamento. Abaixo, confira os principais motivos para não realizar esse regate.

Falta de garantia

Por mais que você faça o pagamento, não há garantias de que o acesso aos dados seja liberado. Sempre há a possibilidade de os criminosos receberem o dinheiro e fugirem com suas informações confidenciais para as venderem a outra pessoa. Além disso, nem sempre eles têm as chaves para descriptografar o malware.

Financiamento de crimes virtuais

Pagar o resgate é uma forma de financiar crimes digitais. Além de os valores para recuperar o acesso aumentarem de forma expressiva, o pagamento abre brecha para que o mesmo ataque ocorra com outras empresas.

Segundo a empresa de segurança Symantec, o preço do sequestro e a quantidade de ataques só aumentaram nos últimos anos porque 34% das vítimas aceitaram transferir o dinheiro. O problema, como falamos há pouco, é que poucas empresas que tomaram essa decisão conseguiram os arquivos de volta — cerca de 47%.

Valores muito altos

Por fim, um dos principais motivos para não ser a favor do resgate é o alto valor envolvido. O pagamento varia de acordo com a importância das informações sequestradas e o status da empresa no mercado. No entanto, sempre são solicitados valores significativos, a ponto de isso prejudicar financeiramente organizações que não têm um planejamento de prevenção contra ataques cibernéticos.

O preço médio do resgate está avaliado em US$1.077, ainda de acordo com o estudo da Symantec. A tendência é que o valor continue subindo, caso as empresas não deixem de realizar o pagamento para os criminosos.

O que acontece após ter os dados empresariais expostos?

Como falamos em tópicos anteriores, o sequestro de dados pode gerar diversos danos para uma empresa. Seja prejuízo econômico, reputacional ou operacional, a organização será impactada negativamente caso o ataque seja bem-sucedido. Veja algumas consequências.

Prejuízos financeiros

Mesmo não realizando o pagamento do resgate, recuperar os dados do sistema não é uma tarefa barata. Dependendo da gravidade do ataque, os equipamentos precisarão de reparos elétricos e logísticos no disco rígido para que voltem a funcionar normalmente.

Uma pesquisa da Datto mostrou que pequenas empresas americanas perdem, em média, US$75 bilhões por ano para reverter toda a situação causada pelo ransomware.

Os custos envolvidos após um ataque podem causar diversos prejuízos financeiros para as empresas — principalmente, as de pequeno e médio porte. No fim, o que vai determinar o custo para a recuperação dos dados será a complexidade do serviço.

Perda de clientela

Uma das consequências mais esperadas após o roubo de dados é a perda dos clientes. Após terem suas informações expostas, é comum que as pessoas parem de confiar no serviço. Além de perderem clientes fidelizados, diminuindo a taxa de vendas e, consequentemente, os lucros, a possibilidade de a empresa ter a reputação manchada no mercado é enorme.

Multas e penalizações

A perda de dados pode gerar multas e penalizações sérias para a organização. Por envolver dados de terceiros, como clientes, fornecedores e parceiros, dependendo do contrato, as vítimas indiretas têm o direito de procurar a justiça por terem suas informações expostas. Por mais que não seja culpa da empresa, houve quebra de confiança pela divulgação.

Em 2006, a Ameriprise Financial foi obrigada a pagar 25 mil dólares, entre outros custos, após um funcionário ter o notebook corporativo roubado. O equipamento armazenava dados de mais de 150 mil usuários.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) foi criada para combater casos desse âmbito. Sancionada em 2018, a lei tem o objetivo de regular o uso dos dados pessoais de terceiros, como nome, endereço, localização, entre outros, e aplicar multas para todas as empresas que ultrapassem a privacidade dos usuários.

Como você pôde ver, o sequestro de dados é capaz de causar diversos dados às empresas. Dependendo da gravidade do ataque, reverter a situação não é tão simples e exige um trabalho árduo de especialistas da área de TI. A melhor estratégia para se defender do ransomware é criar um planejamento de prevenção contra ataques digitais. Portanto, não deixe de seguir nossas dicas para diminuir a possibilidade de enfrentar essa ação criminosa.  

Gostou de aprender como se prevenir contra o sequestro de dados? Aproveite para entrar em contato conosco para conhecer nossa solução customizada de segurança!

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